quarta-feira, novembro 19, 2008

MAMÁE GATA

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Depois dizem que os bichos são insensíveis...

Fonte: Internet.

Colaboração: Carlos Henrique Horacio de Moura Lima

sábado, novembro 15, 2008

O LEOPARDO E O FILHOTE DE BABUÍNO

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Fonte: Internet (trecho de documentário do National Geographic Channel).

Este vídeo circula pela internet e me foi enviado por Carlos Henrique Horácio de Moura Lima. É originário de um documentário do National Geographic Channel sobre leopardos, porém, como circula pela internet, não é possível saber o título e a data em que foi ao ar.
É um vídeo interessante, pois mostra uma fêmea de leopardo dividida entre a fome e o instinto maternal. Mais uma razão para nos dedicarmos à preservação da natureza e dos seres que nela habitam, ao invés de transformarmos tudo o que aparece pela frente em dinheiro e lucro.

quarta-feira, outubro 15, 2008

RESULTADO DA AÇÃO HUMANA NO MEIO AMBIENTE 4

A seqüência de fotos abaixo está circulando pela internet com autoria desconhecida, mas faz a gente pensar sobre o que o homem está fazendo com o meio ambiente.
Diz o texto que acompnha as fotos:

"Um morador na região de Camaquã,RS, distante 130 Km de Porto Alegre, viu uma bola muito estranha dançando na água e foi mais perto dar uma olhada.
Com surpresa, viu um enorme bagre que aparentemente tentou engolir uma bola de basquete de criança e ficou com a mesma entalada na boca.
O peixe estava cansado tentando mergulhar, mas era impossível porque a bola sempre empurrava sua cabeça para a linha da água.
O morador tentou inúmeras vezes tirar a bola, sem nenhum sucesso. Finalmente, pediu para sua esposa cortar a bola, para esvaziá-la e libertar o enorme bagre."

 

 

 

 

Fonte do texto e fotos: Internet. Autor desconhecido.

Colaboração: Lusardo de Lima Rosa, Bagé, RS.
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sábado, outubro 11, 2008

DISCURSO NA RIO 92


Fonte: YouTube.

Trata-se do discurso de uma criança canadense chamando a atenção para os problemas causados pelos adultos ao meio ambiente.
O vídeo é distribuído também pela internet com a chamada "A criança que calou o mundo por cinco minutos".

domingo, setembro 14, 2008

35 ANOS GRAVANDO O CANTO DOS PÁSSAROS BRASILEIROS



Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,
MUL758103-5598,00-FRANCES+PASSA+ANOS+GRAVANDO
+CANTOS+DE+PASSAROS+NO+BRASIL.html (14.set.2008)

domingo, agosto 24, 2008

sexta-feira, agosto 22, 2008

RESULTADO DA AÇÃO HUMANA NO MEIO AMBIENTE 3

 


Filhote de baleia perdido é sacrificado na Austrália
Da BBC Brasil


Autoridades de proteção aos animais selvagens, na Austrália, deram uma injeção letal no filhote de baleia que, na segunda-feira, tinha se perdido da mãe ao confundi-la com um veleiro ancorado no litoral do país.

O animal foi sedado, e depois recebeu a dose letal de anestésico. Segundo veterinários, o filhote não conseguiria sobreviver sozinho e tentar alimentá-lo artificialmente seria muito estressante para o animal, que já estava muito debilitado.

A baleia filhote foi encontrada na última segunda-feira quando tentava mamar em um veleiro numa baía ao norte de Sydney.

Exames veterinários concluíram, na quinta-feira, que o filhote estava ferido, com mordidas de tubarão, e estava com dificuldades para respirar.

BBC Brasil

Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3125385-EI238,00.html
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ANIMAL SOFRE

 


WWW.G1.COM.BR
O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

21/08/2008 - 15h36 - Atualizado em 21/08/2008 - 17h16

Bebê pingüim ganha companheiro de pelúcia para suportar saudade da mãe
Filhote de três semanas nasceu no zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos.
Veterinários o separaram da família para receber cuidados médicos.
Com apenas três semanas de vida, um filhote de pingüim precisou ser separado da família para receber cuidados médicos, no zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos. O procedimento é padrão e o pequeno (batizado de "Kyoto") não corre risco de morte. Ainda assim, para ele não se sentir sozinho, os veterinários arrumaram uma companhia: um pingüim de pelúcia.
Kyoto deve voltar ao convívio da família assim que suas penas nascerem.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL732150-5603,00.html
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RESULTADO DA AÇÃO HUMANA NO MEIO AMBIENTE 2

 


WWW.G1.COM.BR
O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

21/08/2008 - 22h31 - Atualizado em 21/08/2008 - 22h41

Filhote de baleia é sacrificado na Austrália
Animal ficou conhecido por ter tentado 'mamar' em veleiro.

Segundo veterinários, condições de saúde haviam piorado.

Técnicos australianos sacrificaram, na manhã desta sexta-feira (22, horário local), o filhote de baleia que se perdeu da mãe e a confundiu com um veleiro ancorado na costa de Sydney.

A decisão havia sido tomada na quinta (21), depois que veterinários e cientistas examinaram a baleia e determinaram que suas condições haviam piorado. Contudo, quando o plano ia ser posto em prática, os técnicos tiveram dificuldades para encontrar 'Colin' -- como foi apelidado o filhote na mídia australiana. A história ganhou grande
destaque desde que o animal foi encontrado, no domingo (17), tentando 'mamar' em um veleiro.

No início da manhã de sexta, a baleia foi localizada e os veterinários conseguiram sedar o animal antes que ele recebesse uma dose fatal de drogas.

"Nós temos uma baleia cujas condições se deterioraram rapidamente nas últimas 24 horas, que está sofrendo, e tivemos de tomar a difícil decisão de sacrificá-la", disse Sally Barnes, do Departamento de Meio Ambiente e Mudança Climática de New South Wales. "É uma decisão muito delicada".

Sally disse que os técnicos locais buscaram opiniões de outras autoridades australianas e mesmo de outros países sobre como lidar com a baleia perdida, mas as condições de saúde do animal pioraram a ponto de não haver mais tratamento.

Alguns australianos acusaram as autoridades de meio ambiente de não terem feito o suficiente pelo filhote e de não tentarem alimentá-lo.

Tentativas anteriores de levar a baleia para o alto mar não funcionaram -- o filhote preferia continuar a acompanhar as embarcações.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL732677-5603,00.html
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segunda-feira, agosto 18, 2008

RESULTADO DA AÇÃO HUMANA NO AMBIENTE



Filhote de baleia confunde iate com mãe (15.ago.2008)

Um filhote de baleia-jubarte aparentemente confundiu um iate com sua mãe na costa de Sydney, na Austrália. A baleia está nadando constantemente em volta do iate e estaria tentando mamar em seu casco.
Estima-se que o animal tenha um ou dois meses de idade e o serviço de proteção aos animais selvagens da Austrália diz que sua saúde está se deteriorando por falta de alimentação.

O iate foi afastado do porto e conduzido para uma baía com a esperança de que o filhote reencontre a mãe.

BBC Brasil


Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3108227-EI238,00.html
(www.terra.com.br)

ZONAS MORTAS NOS MARES (15.AGO.2008)

15/08/2008 - 11h42

Estudo revela aumento de zonas mortas nos mares do mundo

da Efe, em Washington

As zonas mortas nos oceanos do mundo, onde a ausência de oxigênio impede o desenvolvimento de vida marinha, aumentaram mais de um terço entre 1995 e 2007, revela um estudo divulgado hoje pela revista "Science".

Os principais fatores dessa catástrofe oceânica são a contaminação por fertilizantes e a queima de combustíveis fósseis, segundo cientistas do instituto de Ciências Marinhas da Universidade William and Mary, na Virgínia, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

O aumento das zonas mortas no mar transformou-se no principal agente de pressão sobre os ecossistemas marítimos, no mesmo nível da pesca excessiva, perda de habitat e outros problemas ambientais.

Segundo os cientistas, seu aumento se deve também a certos nutrientes, especialmente o nitrogênio e o fósforo, que ao entrarem em excesso nas águas litorâneas causam a morte de algas.

Ao morrer, essas plantas microscópicas se afundam e se transformam em alimento de bactérias que, durante a decomposição, consomem o oxigênio a sua volta.

Na linguagem científica, esse processo da diminuição progressiva de oxigênio se chama "hipoxia".

Segundo Robert Diaz, professor do Instituto de Ciências Marinhas, e Rutger Rosenberg, cientista da Universidade de Gotemburgo, atualmente existem 405 zonas mortas em águas próximas às costas em todo o mundo, o que representa uma superfície de mais de 26.500 quilômetros quadrados.

De acordo com o cientista, no início do século passado só havia quatro zonas mortas, número que passou para 49 em meados de década de 1960, 87 na de 1970 e para 162 na de 1980.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u433840.shtml
(Jornal Folha de São Paulo "on line")

quinta-feira, agosto 14, 2008

AMIZADE ANIMAL É PARA SEMPRE

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Fonte: Internet.

Colaboração: João Batista de Carvalho Neto.

TENTATIVA E ERRO

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Fonte: Internet.

Colaboração: Uéllen Lisoski Duarte.

quinta-feira, julho 31, 2008

SOLIDARIEDADE ANIMAL

 

Fonte: http://tools.folha.com.br/print?site=emcimadahora&url=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Ffolha%2Fbichos%2Fult10006u428140.shtml

31/07/2008 - 11h39
Golden retriever adota tigres brancos rejeitados pela mãe
(da Associated Press, em Caney (Kansas)com Folha Online)

Uma cadela de um zoológico no Kansas (EUA) adotou três filhotes de tigre branco abandonados pela mãe.

Rob Morgan/AP

Golden Retriever Isabella amamenta e acaricia os três filhotes de tigre branco que foram rejeitados pela mãe em zôo dos EUA

Tom Harvey, proprietário do Safari Zoological Park, especializado em animais em risco de extinção, afirma que os tigres nasceram no domingo (27), mas a fêmea apresentou problemas para se relacionar com eles.

Um dia após o parto, a tigresa parou de cuidar dos filhotes, que passaram a perambular pela jaula sem ganhar a atenção da mãe. Eles foram então colocados em contato com a cachorra Isabella, que deu à luz recentemente.

Além de amamentar o trio, a cadela lambe cada um dos pequenos tigres, para limpá-los e acariciá-los. Filhotes de cães levam mais ou menos o mesmo tempo que filhotes de tigres para se desenvolver, diz Harvey.

O Safari Zoological Park existe desde 1989 e possui leopardos, leões, pumas, babuínos, lêmures, ursos e outros animais. Atualmente, moram lá sete tigres brancos e dois comuns, de coloração alaranjada.
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terça-feira, julho 15, 2008

PARQUE NACIONAL DAS EMAS (CERRADO)

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Fonte: YouTube.

CERRADO

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Fonte: YouTube.

O ÚLTIMO DISCURSO DE "O GRANDE DITADOR" (CHARLES CHAPLIN,1940)

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Fonte: YouTube.

O filme "O GRANDE DITADOR", de 1940, foi o primeiro filme falado de Charles Chaplin, cujo clímax é o discurso final, um triunfo da razão sobre o militarismo.

A tradução do discurso foi obtido na internet e encontra-se reproduzido abaixo:

"Desculpe!
Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja.
Gostaria de ajudar - se possível -
judeus, o gentio ... negros ... brancos.


Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo -
não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos.
A terra, que é boa e rica,
pode prover todas as nossas necessidades.


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma do homem ...
levantou no mundo as muralhas do ódio ...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas duas virtudes,
a vida será de violência e tudo será perdido.


A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano.
Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem os homens,
a liberdade nunca perecerá.


Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.


Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós!
Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ...
de fazê-la uma aventura maravilhosa.
Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ...
um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho,
que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.


É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.


Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah!"

Ergue os olhos!

LEÕES BRANCOS

 

 


O zoológico de Schloss-Holte Stukenbrock, na Alemanha, está comemorando um evento duplamente raro: duas leoas brancas deram à luz simultaneamente, de forma que o parque agora abriga sete filhotes de pelagem branca. O aspecto único dos bichos se deve a um gene recessivo, resultado de uma mutação natural. Não existem mais leões brancos na natureza, embora haja algumas centenas de representantes da variedade em cativeiro no mundo. Três dos bebês foram rejeitados pela mãe e estão sendo alimentados com mamadeiras.

Fonte: Agência Reuters, reproduzido na página http://www.g1.globo.com, em 14.jul.2008.
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sexta-feira, julho 11, 2008

LUGAR DE ANIMAL SILVESTRE É NO SEU HABITAT

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Fonte: YouTube.
Colaboração: Werner Ximendes Beck.

A cena é do filme "O Circo", de Charles Chaplin, datado de 1928. Trata-se de um dos filmes mais populares de Chaplin, onde Carlitos, confundido com um ladrão, se refugia no circo e se torna na atração principal, sendo explorado pelo dono da companhia circense.
Embora o filme seja uma obra-prima, ele retrata o uso de animais em espetáculos circenses.
Os animais também sofrem, sentem dor, portanto, o lugar deles é no seu habitat natural.

terça-feira, junho 24, 2008

FILOSOFIA, POR QUÊ?


Por Carlos Augusto Sultanum Cordeiro


Em recente leitura da obra “A Revolta de Gaia” de James Lovelock, cuja leitura recomendo, pude me deparar com um quadro preocupante. Durante milênios, a humanidade vem explorando a Terra sem ligar para o custo. Agora, com o aquecimento do planeta e a drástica mudança dos padrões climáticos, a Terra está começando a reagir. A maioria das pessoas pensantes percebe que as mudanças em nosso ambiente estão ocorrendo como resultado da atividade humana. Um quadro devastador, que se agrava pela postura nada participativa de alguns países que têm dado costas aos mais recentes tratados internacionais, assinados com o objetivo de reduzir a emissão de gases poluentes e encaminhar soluções para os problemas existentes. Nas questões econômicas, estamos atrelados às metas e objetivos que são “ditatorialmente” quantitativos, delimitados pelas políticas de cada país, numa lógica da busca desenfreada pelo “crescimento” de cada um dos PIBs.

Analisando o processo citado por Lovelock e o percebendo como um momento crítico, me sinto envolto ao quadro de dor citado e concluo ser imprescindível observar atento e produzir indagações que possam atingir a dimensão do nosso projeto de “ser”, se ele está refletido nas políticas traçadas pelos vários governos e em nossa vontade de destino. Talvez seja preciso rever os nossos objetivos, adequando-os aos verdadeiros valores existenciais do “ser”. Talvez seja vital mudar a nossa forma de pensar e de produzir valores e, principalmente e mais urgente, mudar radicalmente a nossa forma de educar as futuras gerações.

Sem desmerecer a Ciência e seus avanços inquestionáveis, mas será que conseguiremos nos afastando da Filosofia?

Ao Filósofo não basta a simples admiração, é preciso viver, ver e ouvir, refletindo e suspeitando, com o intuito de ir além do que todos rotineiramente vêm. Compete a ele mostrar que o mundo, como existe, representa uma das formas possíveis, mas que pode haver muitas outras.

Penso que devamos indagar por uma alternativa diferente de mundo, introduzindo e ampliando o que possa existir do pensamento filosófico em nossas relações pessoais, sociais, em nossas escolas, em nossas empresas, em nossas instituições, em nosso cotidiano, fazendo-nos clamar e abstrair até o que fôr necessário para que possamos sonhar um mundo melhor, com menos foco nas ciências e mais ênfase no“SER”humano.

Não seria o caso de fazer da adversidade o ambiente mais propício, vislumbrando um campo vasto de oportunidades para o exercício da Filosofia?

quinta-feira, junho 19, 2008

"AS BALEIAS VALEM MUITO MAIS VIVAS QUE MORTAS"

Cumbre proteccionista en Chile

"Las ballenas valen mucho más vivas que muertas"

http://www.lanacion.com.ar/cienciasalud/nota.asp?nota_id=1022769


Lo sostuvo ayer una directora del IFAW




A pocos días del inicio en Chile de los debates entre representantes de 80 países para mantener -o levantar, según el bloque liderado por Japón- la moratoria contra la cacería de ballenas, dos representantes del Fondo Internacional para el Bienestar de los Animales y su Hábitat (IFAW, por sus siglas en inglés) adelantaron que los países latinoamericanos defenderán la propuesta de la Argentina y Brasil de crear una nueva zona de protección en el Atlántico Sur.

"Las ballenas valen mucho más vivas que muertas -sostuvo contundente la licenciada Beatriz Bugeda, directora del IFAW para América latina y el Caribe-. A diferencia de la cacería con fines científicos, una excusa de los países balleneros para comercializar la carne de ballena, el avistaje de cetáceos es una forma de uso no letal de estas especies y una industria con gran potencial en nuestra región."

Junto con el embajador Alberto Székely, consultor jurídico internacional y asesor del IFAW, Bugeda participó ayer pasadas las 11 (hora argentina) de una teleconferencia con periodistas de la región. "La importancia de la creación de un santuario en el Atlántico Sur permitiría proteger de la cacería indiscriminada especies clave para el avistaje en la región, como son las ballenas jorobada y franca", agregó.

La propuesta que la Argentina y Brasil intentarán hacer aprobar en esta 60 Reunión de la Comisión Ballenera Internacional (CBI), que este año se realiza por segunda vez en un país de América latina desde su creación en 1946, necesita el 75% de los votos de los 80 representantes.

Desde ya, adelantaron, la iniciativa cuenta con los 12 votos de los países miembros del Grupo Buenos Aires, el bloque latinoamericano. "Pero esperamos obtener un respaldo mayor este año y poder lograr la aprobación; sería un mensaje contundente al resto de los países", dijo Bugeda.

El santuario establece una zona de preservación en el Atlántico Sur que va desde la línea del ecuador hasta los 40º de latitud sur, límite con el llamado Santuario Ballenero Austral (o del Océano Sur), creado en 1994. Si se aprueba, la nueva zona protegerá la alimentación, la reproducción, el amamantamiento y la migración de diez de las catorce especies de ballenas en el mundo: azul, jorobada, fin, bryde, sei, franca y franca pigmea, cachalote, minke y minke pigmea.

Justamente, un informe que presentará el comité científico de la CBI sobre el estado de las poblaciones de grandes cetáceos indica que las ballenas minke disminuyeron un 60% por la sobreexplotación. Dentro de los países que integran la CBI, tres son cazadores: Japón, Noruega e Islandia, según explicó Székely.

Además del santuario austral, que incluye las aguas que rodean la Antártida, desde 1979 existe también el del océano Indico. En la reunión en Chile, donde ya están funcionando las comisiones de trabajo, se espera que el país anfitrión declare zona protegida sus aguas jurisdiccionales. "Es una reunión de importancia histórica para la CBI, que ha estado sometida a una fuerte presión de Japón para desbaratar la moratoria que prohíbe la caza de ballenas, lo que desde 1986 permite que sus poblaciones se recuperen de décadas de cacería brutal", enfatizó el embajador.

Por Fabiola Czubaj
De la Redacción de LA NACION

Fonte: Jornal LA NACIÓN, Buenos Aires, Argentina, edição de 19.jun.2008
(http://www.lanacion.com.ar/cienciasalud/nota.asp?nota_id=1022769)

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS (UNESCO)

Declaração Universal dos Direitos dos Animais (Unesco)

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.
9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

Preâmbulo:

Considerando que todo o animal possui direitos;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;

Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;

Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;

Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;

Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,

Proclama-se o seguinte

Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º

1.Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

2.O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais

3.Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.

Artigo 3º

1.Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis. 2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.

2.toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

2.Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º

1.Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

2.O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º

1.A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

2.As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º

1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

2.As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º

Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º

1.Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

2.A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º

1.O animal morto deve de ser tratado com respeito.

2.As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º

1.Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

2.Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

(Fonte: http://www.apasfa.org/leis/declaracao.shtml)

MATANÇA DE BALEIAS, ILHAS FAEROES, DINAMARCA 3

Colaboração: João Batista Carvalho Neto

Trata-se de uma festa anual, onde os rapazes participam activamente
para manifestar a sua passagem à idade adulta. E estão na União Europeia!


 

 

 

 
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MATANÇA DE BALEIAS, ILHAS FAEROES, DINAMARCA 2

 

 

 
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MATANÇA DE BALEIAS, ILHAS FAEROES, DINAMARCA 1

 

 

 
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segunda-feira, junho 16, 2008

CURIOSIDADES SOBRE PÁSSAROS



16/06/2008 - 08h59

Passarinhos aprendem a cantar ouvindo CDs

da BBC

Filhotes de passarinhos órfãos mantidos em cativeiro no Reino Unido estão sendo incentivados a cantar ouvindo gravações de cantos de pássaros de suas espécies.

BBC

Filhotes de passarinhos órfãos mantidos em cativeiro estão aprendendo a cantar no Reino Unido com o auxílio de CDs
O esquema foi adotado pela ONG britânica de proteção aos animais Royal Society for the Protection of Animals (RSPCA), depois que um estudo científico patrocinado pela própria instituição indicou que os passarinhos podem ser beneficiar da audição para aprender a cantar antes de serem devolvidos ao seu habitat natural.

A ONG ressalta que a habilidade de cantar é importante para a sobrevivência dos animais na natureza, já que o canto os ajuda a "formar o modo de defender o seu território, além de ajudar a encontrar uma parceira".

"Algumas fêmeas escolhem seus parceiros pelo canto", disse Tim Thomas, especialista da ONG.

Segundo o estudo, os passarinhos aprendem a cantar com seus pais, e por isso, os animais mantidos em cativeiro não sabem cantar da forma apropriada.

Com base nessas observações, os funcionários da RSPCA estão colocando gravações dos cantos aos filhotes mantidos nos centros da ONG duas vezes por dia.

Canto

O estudo analisou 158 pesquisas sobre o canto dos pássaros e concluiu, entre outros fatores, que as espécies podem aprender a cantar ao ouvir a uma gravação do seu canto.

"A pesquisa concluiu que a audição das gravações não é tão eficiente quanto ser ensinado pelos pais, mas também não prejudica os animais", diz a ONG.

A pesquisa aponta ainda que o canto precisa ser aprendido, apesar de os pássaros nascerem com a habilidade de cantar.

Os pesquisadores da RSPCA irão avaliar o sucesso do esquema no final deste ano. A intenção da ONG é acompanhar a adaptação dos melros ao habitat para avaliar se a audição dos CDs está auxiliando o processo de readaptação à natureza.

Todos os anos, os centros da RSPCA recebem cerca de 4.500 mil filhotes de passarinhos entre os meses de abril a agosto. A maioria dos animais passa aproximadamente 50 dias sob os cuidados dos funcionários da ONG.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u412727.shtml (Folha on line, 16.JUN.2008)

segunda-feira, junho 09, 2008

AVE SIMBOLO DE ISRAEL

 


Poupa.
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Animais
Quinta, 29 de maio de 2008, 11h53 Atualizada às 14h19
Ave poupa é escolhida animal-símbolo de Israel

A ave chamada poupa foi escolhida nesta quinta-feira o animal-símbolo de Israel. Chamado duchifat em hebraico, o pássaro está listado no Antigo Testamento como "sujo" e indigno como alimento para os judeus. O presidente Shimon Peres declarou o pássaro como vencedor de uma competição que coincide com o aniversário de 60 anos de Israel.
A poupa, Upupa epops, é uma ave de plumagem avermelhada, marcada de perto e branco, com um tufo de penas na cabeça. Ela pertence à familia dos upupídeos.

Redação Terra

Fonte: www.terra.com.br

sexta-feira, junho 06, 2008

DOMINADORES E DOMINADOS


fonte: YouTube.

"A oposição dominador-dominado repercute em todas as esferas, onde se repete a contradição dos que são em referência aos que não são, dos que têm sobre os que não têm. O vencido defini-se por suas privações, que proclama como a superioridade do senhor. A filosofia, entre muitas atividades e objetos, aparece como alegoria do poder do vencedor."

Eboussi Boulagra, filósofo africano.

segunda-feira, junho 02, 2008

DECLARAÇÃO SOBRE O AMBIENTE HUMANO (ESTOCOLMO, 1972)


(Declaração firmada por ocasião da Conferência das Nações Unidas, Estocolmo, Suécia, 5 a 15 de junho de 1972)

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano, reunida em Estocolmo de 5 a 15 de junho de 1972 e atenta à necessidade de estabelecimento de um critério e de princípios comuns que ofereçam aos povos do mundo inspiração e guia para preservar e melhorar o ambiente humano, Proclama que :

1. O homem é, a um tempo, resultado e artífice do meio que o circunda, o qual lhe dá o sustento material e o brinda com a oportunidade de desenvolver-se intelectual, moral,social e espiritualmente. Na longa e tortuosa evolução da raça humana neste planeta chegou-se a uma etapa na qual, em virtude de uma rápida aceleração da ciência e da tecnologia, o homem adquiriu o poder de transformar, por inúmeras maneiras e numa escala sem precedentes, tudo quanto o rodeia. Os dois aspectos do meio humano, o natural e o artificial, são essenciais para o bem-estar do homem e para que ele goze de todos os direitos humanos fundamentais, inclusive o direito à vida.

2. A proteção e melhoria do meio humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro; é um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.

3. O homem deve fazer uma constante recapitulação de sua experiência e continuar a descobrir,a inventar,a criar e a progredir. Hoje em dia, a capacidade do homem em transformar o que o circunda, utilizada com discernimento, pode levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e oferecer-lhes a oportunidade de enobrecer a sua existência. Aplicado errônea e imprudentemente, esse mesmo poder pode causar danos incalculáveis ao ser humano e a seu meio. Ao nosso redor vemos multiplicarem-se as provas do dano causado pelo homem em muitas regiões da Terra: níveis perigosos de contaminação da água, do ar, do solo e dos seres vivos;grandes transtornos no equilíbrio ecológico da biosfera;destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências nocivas para a saúde física, mental e social do homem, no meio por ele criado, especialmente naquele em que vive e trabalha.

4. Nos países em desenvolvimento a maioria dos problemas ambientais é motivada pelo subdesenvolvimento. Milhões de pessoas continuam vivendo em um ní vel muito abaixo do mínimo necessário para uma existência humana decorosa, por se acharem privados de alimentação, vestuário, moradia, educação, saúde e higiene adequados. Por esse motivo os países em desenvolvimento devem dirigir seus esforços em direção do próprio desenvolvimento, tendo sempre presente as suas prioridades e a necessidade de salvaguardar o meio. Com o mesmo fim, os paí ses industrializados devem esforçar se para reduzir a distância que os separa daqueles. Nos países industrializados os problemas ambientais estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico.

5. O crescimento natural da população coloca continuamente problemas relativos à preservação do meio; porém, com a adoção de normas e medidas apropriadas, esses problemas podem ser resolvidos. De todas as coisas do mundo, os seres humanos são o que há de mais valioso. Eles promovem o progresso social, criam riquezas, desenvolvem a ciência e a tecnologia e, com seu duro trabalho, transformam continuadamente o meio humano. Com o progresso social, o avanço da produção, da ciência e da tecnologia, a capacidade do homem para melhorar o meio aumenta a cada dia que passa.

6. Chegou-se a um momento da história em que devemos orientar nossos atos em todo o mundo atentando com maior solicitude para as conseqüências que eles possam trazer para o meio. Por ignorância ou indiferença podemos causar danos imensos e irreparáveis ao meio terráqueo, do qual dependem a nossa vida e o nosso bem-estar. Pelo contrário, com um conhecimento mais profundo e uma ação mais prudente podemos conseguir para nós e para nossa posteridade melhores condições de vida em um meio mais consentâneo com as necessidades do homem. As perspectivas de elevar a qualidade do meio e de criar uma vida satisfatória são grandes. O que se necessita é, a um tempo, entusiasmo e serenidade de ânimo; trabalho árduo, mas sistemático. Para chegar à plenitude de sua liberdade dentro da natureza, o homem deve aplicar seus conhecimentos para forjar, em harmonia com ela, um meio melhor. A defesa e a melhoria do meio humano para as gerações presentes e futuras converteram-se em um objetivo imperioso para a humanidade e deverão ser perseguidas ao mesmo tempo em que o são as metas fundamentais já estabelecidas da paz e do desenvolvimento econômico e social em todo o mundo e em conformidade com ambas.

7. Para chegar a essa meta será mister que cidadãos e comunidade, empresas e instituições em todos os planos, aceitem as responsabilidades que lhes incumbem, e que todos participem eqüitativamente do labor comum. Homens de toda a condição e organizações de í ndoles diversas plasmarão, com aportes de seus próprios valores e a soma de sua atividade, o meio ambiente do futuro. Competirá às administrações locais e nacionais, dentro de suas respectivas jurisdições, a maior parte da responsabilidade no que se refere à promulgação de normas e à aplicação de medidas de âmbito geral sobre o meio. Também será necessária a cooperação internacional, com vistas a mobilizar recursos que ajudem os paí ses em desenvolvimento a cumprir a parcela que lhes cabe dentro de sua alçada. E há um número cada vez maior de problemas relativos ao meio que, por seu alcance regional ou mundial, ou ainda, por repercutirem em âmbito internacional comum, requeiram uma ampla colaboração entre as nações e adoção de medidas pelas organizações internacionais em proveito de todos. A Conferência apela aos governos e aos povos que reunam seus esforços para preservar e melhorar o meio humano em benefí cio do homem de sua posteridade.

Princípios

PRINCÍPIO 1 : O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequada em um meio cuja qualidade lhe permite
levar uma vida digna e gozar de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar esse meio para as gerações presente e futura. A este respeito as políticas que promovem ou perpetuam o apartheid, a segregação racial, a discriminação, a opressão colonial e outras formas de opressão e de dominação estrangeira continuam condenadas e devem ser eliminadas.

PRINCÍPIO 2 : Os recursos naturais da Terra, inclusos o ar, a água, o solo, a flora e a fauna, especialmente as amostras representativas dos ecossistemas naturais,
devem ser preservados em benefí cio das gerações presente e futura, mediante uma cuidadosa planificação ou regulamentação, segundo seja mais conveniente.

PRINCÍPIO 3 : Deve ser mantida e, sempre que possível, restaurada e melhorada, a capacidade da Terra para produzir recursos vitais renováveis.

PRINCÍPIO 4 : O homem tem a responsabilidade especial de preservar e administrar ponderadamente o patrimônio representado pela flora e pela fauna silvestres, bem como pelo seu habitat, que se encontram atualmente em grave perigo, em virtude da conjugação de diversos fatores. Conseqüentemente, ao se planejar o desenvolvimento econômico, deve atribuir-se uma importância específica à conservação da natureza, aí
incluí das a flora e a fauna silvestres.

PRINCÍPIO 5 : Os recursos não renováveis da Terra devem ser empregados de maneira a se evitar o perigo de seu esgotamento e a assegurar a toda a humanidade a participação nos benefícios de tal emprego.

PRINCÍPIO 6 : Deve pôr-se fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outros materiais, e ainda, à liberação de calor em quantidades ou concentrações tais que o meio não tenha condições para neutralizá-lo, de modo a que não sejam causados danos graves ou irreparáveis aos ecossistemas. Deve ser apoiada a justa luta dos povos de todos os países contra a contaminação.

PRINCÍPIO 7 : Os Estados deverão tomar todas as medidas possí veis para impedir a contaminação dos mares por substâncias que possam pôr em perigo a saúde do homem, causar danos aos seres vivos e à vida marinha, limitar as possibilidades de lazer ou obstar outras utilizações legítimas do mar.

PRINCÍPIO 8 : O desenvolvimento econômico ou social é indispensável para assegurar ao homem um ambiente de vida e trabalho favorável e criar na Terra condições adequadas para melhorar a qualidade de vida.

PRINCÍPIO 9 : As deficiências do meio originadas pelas condições de subdesenvolvimento e os desastres naturais colocam graves problemas; a melhor maneira de superá-los é o desenvolvimento acelerado pela transferência de volume considerável de assistência financeira e tecnológica que complemente os esforços internos dos países em desenvolvimento, bem como qualquer outra ajuda que oportunamente possa se fazer necessária.

PRINCÍPIO 10 : Para os países em desenvolvimento a estabilidade dos preços e a obtenção de adequada receita dos produtos básicos e de matérias-primas são elementos essenciais para a organização do meio, uma vez que deve levar-se em conta tanto os fatores econômicos, como os processos ecológicos.

PRINCÍPIO 11 : As políticas ambientais de todos os Estados deveriam orientar-se para o aumento do potencial de crescimento dos paí ses em desenvolvimento e não deveriam restringir esse potencial, nem obstaculizar a consecução de melhores condições de vida para todos, e os Estados e organizações internacionais deveriam tomar todas as providências competentes com vistas a chegar a um acordo, a fim de enfrentar as conseqüências econômicas que pudessem advir, tanto no plano nacional, quanto no internacional, da aplicação de medidas ambientais.

PRINCÍPIO 12 : Dever-se-íam destinar recursos à conservação e melhoria do meio, levando em conta as circunstâncias e necessidades especiais dos países em desenvolvimento e o montante de gastos que a inclusão de medidas de conservação do meio possa-lhes acarretar em seus planos de desenvolvimento, bem com a necessidade de lhes prestar, quando o salientem, maior assistência técnica e financeira de caráter internacional voltada para esse fim.

PRINCÍPIO 13 : A fim de lograr uma administração mais racional dos recursos e melhorar assim as condições ambientais, os Estados deveriam adotar um enfoque integrado e coordenado de planificação do seu desenvolvimento, a fim de assegurar-se a compatibilidade desse processo com a necessidade de proteger e melhorar o meio humano em benefício de sua população.

PRINCÍPIO 14 : O planejamento racional constitui um instrumento indispensável para conciliar as diferenças que possam surgir entre as exigências do desenvolvimento e a necessidade de proteger e melhorar o meio.

PRINCÍPIO 15 : Deve-se aplicar o planejamento tanto na ocupação do solo para fins agrícolas, como na urbanização, com vistas a evitar efeitos prejudiciais sobre o meio e a obter o máximo benefício social, econômico e ambiental para todos. A este respeito devem ser abandonados os projetos destinados à dominação colonialista e racista.

PRINCÍPIO 16 : Nas regiões onde existe o risco de as altas taxas de crescimento demográfico ou as concentrações excessivas da população prejudicarem o meio ou o desenvolvimento, ou onde a baixa densidade populacional possa impedir a melhora do meio e obstaculizar o desenvolvimento, deveriam ser aplicadas políticas demográficas que mantivessem o respeito pelos direitos humanos fundamentais e, ao mesmo tempo, contassem com a aprovação dos governos interessados.

PRINCÍPIO 17 : Deve ser confiada às instituições nacionais competentes a tarefa de planejar, administrar e controlar a utilização dos recursos ambientais dos Estados, com a finalidade de melhorar a qualidade do meio.

PRINCÍPIO 18 : Como parte da contribuição que é lí cito esperar da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento econômico e social, devem elas ser utilizadas para descobrir, evitar e combater os riscos que ameaçam o meio, para a solução dos problemas ambientais e para o bem comum da humanidade.

PRINCÍPIO 19 : É indispensável um trabalho de educação em questões ambientais, dirigido, seja às gerações jovens, seja aos adultos, o qual dê a devida atenção aos setores menos privilegiados da população, a fim de favorecer a formação de uma opinião pública bem informada e uma conduta dosindivíduos, das empresas e das coletividades, inspiradas no sentido no sentido de sua responsabilidade com a proteção e melhoria do meio, em toda a sua dimensão humana.

PRINCÍPIO 20 : Devem ser fomentados em todos os países, especialmente nos em desenvolvimento, a pesquisa e o progresso científico referentes aos problemas ambientais, tanto nacionais quanto multinacionais. A esse respeito, o livre intercâmbio de informações e experiências científicas atualizadas deve ser objeto de apoio e de assistência, a fim de facilitar a solução dos problemas ambientais; a tecnologia ambiental deve ser colocada a serviços dos países em desenvolvimento, em condições tais que favoreçam sua ampla difusão e sem representar, por outro lado, uma carga econômica excessiva para esses países.

PRINCÍPIO 21 : Consoante a Carta das Nações Unidas e os princípios do Direito Internacional, os Estados têm o direito soberano de explorar os seus recursos de acordo com a sua política ambiental e têm a obrigação de se assegurarem de que as atividades levadas a cabo dentro de suas jurisdições ou sob o seu controle não prejudiquem o meio de outros Estados ou o de zonas situadas fora das jurisdições nacionais.

PRINCÍPIO 22 : Os Estados devem cooperar para o contínuo desenvolvimento do Direito Internacional no que se refere à responsabilidade e à indenização às vítimas de contaminação e de outros danos ambientais por atividades realizadas dentro da jurisdição ou sob controle de tais Estados, bem como zonas situadas fora de suas jurisdições.

PRINCÍPIO 23 : Sem prejuízo dos princípios gerais que possam ser acordados pela comunidade internacional, bem como dos critérios e níveis mínimos aserem definidos em nível nacional, será sempre indispensável considerar os sistemas de valores prevalecentes em cada país e discutir a aplicabilidadede certas normas que possam ser válidas para os países mais avançados,porém inadequadas ou de alto custo social para os países em desenvolvimento.

PRINCÍPIO 24 : Todos os países, grandes ou pequenos, devem empenhar-se com espírito de cooperação e em pé de igualdade na solução das questões internacionais relativas à proteção e melhoria do meio. É indispensável cooperar mediante acordos multilaterais e bilaterais e por outros meios apropriados, a fim de evitar, eliminar ou reduzir, e controlar eficazmente os efeitos prejudiciais que as atividades que se realizem em qualquer esfera possam acarretar para o meio, levando na devida conta a soberania e os interesses de todos os Estados.

PRINCÍPIO 25 : Os Estados deverão estar assegurados de que as organizações internacionais realizem um trabalho coordenado, eficaz e dinâmico na conservação e melhoria do meio.

PRINCÍPIO 26 : Deve-se livrar o homem e o meio humano dos efeitos de armas nucleares e dos demais meios de destruição maciça. Os Estados devem procurar chegar rapidamente a um acordo, nos organismos internacionais competentes, sobre a eliminação e completa destruição das mesmas armas.

domingo, junho 01, 2008